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Underground até de mais!

Nas favelas do Rio de Janeiro, uma revolução começava, dela surgia o Funk, odiado por muitos, que ao meu ver colocaram o preconceito a frente, antes de analisar a fundo o que seria logo mais uma revolução na música mundial.
Batidas marcantes e ritmadas, exploram os limites do corpo, do pecado, letras que pra muitos não passam de fatalidades culturais, retratam a vida e o cotidiano de um povo com uma cultura mais marcante e mais enraizada do que os que se dizem aculturados.
Mas não se preocupem Deise Tigrona e Tati Quebra-Barraco, titia Chiquinha Gonzaga passou pelo mesmo preconceito que vocês passam agora, a quem possa querer me matar depois do que escrevi, mas mais uma vez não param pra pensar, na época de Chiquinha o Maxixe era o que o Funk representa hoje para a cultura moderna, alem de marcante, provocante e revolucionário, era algo que ia contra todas as vertentes sociais conhecidas até então, e agora o Maxixe é aclamado pelos músicos, os mesmos que apedrejam o Funk sem pensar. Uma das músicas de Funks mais criticadas atualmente é a “Porra da Buceta é Minha” (interpretada pela Gaiola das Popozudas), uma letra segundo a muitos críticos “De tremendo mau gosto e que expõem a mulher ao ridículo”, mas vamos mostrar o outro lado dessa moeda; analisando a letra percebi que se trata da letra mais feminista que a MPB poderia ter nesses tempos onde o feminismo está tão freqüente em nossas vidas, ela é uma crítica aos homens que vão aos bailes já querendo “trepar” com qualquer mulher, achando que elas só estão ali pra isso e não para dançar ou curtir o baile. “E aí seu otário/ Só porque não conseguiu fuder comigo/ Agora tu quer ficar me defamando né?/ Então se liga no papo/ No papo que eu mando (…)Vê se para de gracinha/ Eu dô pra quem quiser/ Que a porra da buceta é minha”. Usando de linguagem chamada de vulgar, mas que qualquer pai de família fala ao transito, mostrando a força de uma mulher que vive numa sociedade mais machista e perigosa, essa música deixa bem claro a força que a mulher põem em sua vida.
Sejamo realistas e vamos admitir, não é preciso gostar de funk pra reconhecer a força que ele tem e que está conseguindo, afinal, bandas como Tetine, Deise Tigrona, Bonde do Role, e etc, estão fazendo um senhor sucesso mundo a fora, então deixemos o preconceito de lado e vamos começar a analisar melhor as coisas antes de se levantar contra algo que você nem se deu ao trabalho de entender, estudar ou até mesmo experimentar.

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