Crônica, Poema, poesia, Vida

Poema

Eu tenho procurado a poesia em cada esquina e talvez esse seja meu erro trágico. Poesia não se encontra em cada centímetro de rua, essa demonstração de si através das palavras, não está somente em uma parede branca e lisa.

Existem concretos tortos que abrigam um número infinito de verbos bonitos para ser mostrado. Ainda há aquele muro escuro e isolado que entre seus tijolos guarda o ritmo leve e a cadência áspera de um bom poema.

É incrível a capacidade humana de enxergar sua própria poesia em pessoas inóspitas. A capacidade de se perceber projetor é um degrau a mais na escala do tempo, espero por isso agora.

Aguardo também pelo dia em que enfim encontrarei substantivos com gosto de mar, não meus, mas  sim aqueles que reverberam leve por cada poro de um corpo sem sexo.

Enquanto esse dia não chega, me contenho com os livros, o vento e a grama molhada.

One Comment

  1. "os livros, o vento e a grama molhada", que bela combinação!

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