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Nome da Coisa Posts

Suicídio Poético

É assim que o filme “Os Famoso e os Duendes da Morte” chega até mim. Um tema delicado sendo tratado de uma forma leve e poética. Cria-se assim a ponte de ferro, sua profundidade se acentua a cada passagem do filme.

Com uma fotografia inspirada fortemente pelo cinema internacional. Conta com uma trilha sonora natural, onde as cigarras predominam e a contraponto as diversas músicas de Bob Dylan que ‘ilustram’ o longa metragem.

Baseado no Livro “Música para Quando as Luzes de Apagam” de Ismael Caneppele e dirigido por Esmir Filho, diretor do famoso “Tapa na Pantera”. É sem dúvida uma boa indicação pra quem gosta de música, fotografia, poesia e silêncio.
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Cenicitas

Com uma carta de Frederico Garcia Lorca para Salvador Dali o filme se inicia. Apesar de se passar na época de ascenção do surrealismo e o estouro da Guerra Civil Espanhola, o filme adota uma fotografia impressionista, primando pelo jogo de luz no arquétipo, seja esse o corpo dos atores, seja esse o cenário milimétricamente calculado.

Abordando a suposta relação amorosa entre Lorca e Dali, o filme trás um retrato de um movimento que eclodiu por toda Europa. A presença do cineasta Luis Buñuel, parece credibilizar a narração do filme, que toma por personagens seres reais que serviram como ícones de uma revolução não só política como sociocultural.

Com uma trilha sonora marcante e forte, como só poderia se esperar de um filme que remonta as entranhas da Espanha. O Filme é rodado em sua grande parte em Barcelona e é um projeto co-produzido entre o Reino Unido e Espanha.

Impressões


Após entrar em contato com esse filme, que até então é encarado de forma ficcional, me pego a pensar nas obras de Lorca por mim conhecidas. Um texto que sempre me alcançou de forma monocromática, ganha novas nuances. Ao pensar em Dali como fonte de inspiração do poeta e dramaturgo.

Talvez então, a força de seus textos, estejam justamente na cultura que Lorca tanto preservava, talvez essa força, que até então me fugia aos olhos, esteja em sua língua natal, em seu doce vinho espanhol.

“uma vida sem limites” – como menciona Dali no filme.

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Donka – Uma Carta a Tchekov

“Muitas vezes, quando vemos um homem sentado num bar, com uma folha em branco e um café ao lado. Achamos que ele não está fazendo nada. Mas erramos, nesse silêncio ele cria, cria sonhos, cria mundos, cria vidas…”
E assim como uma carta que nunca foi escrita o espetáculo ‘Donka – UMA CARTA A TCHEKOV’ encanta por sua simplicidade. Repleto de efeitos visuais e sonoros, a peça ganha ritmo com os clowns que permeiam durante todo o espetáculo. Um jeito de se fazer arte.
O espetáculo só fica em cartaz até esse domingo no Sesc Pinheiros. E até lá, tenho certeza, irá conquistar muitos outros corações.
Vídeo Divulgação
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De olhos bem abertos

‘De olhos bem abertos’ é a tradução literal do filme Pecado da Carne (Eyes Wide Open), dirigido pelo cineasta israelense Haim Tabakman.
O filme é repleto de costumes e tradições judaicas ortodoxas. Com um tom calmo e monocromático o cineasta mostra mais do que a relação proibida entre pessoas do mesmo sexo, ele mostra a proibição das relações em nome da religião. Claro que entre Aaron e Ezri existe o agravante da homossexualidade, mas ambos os casais da trama são obrigados a abrir mão de seu amor em nome da sociedade em que vivem.
Pensei muito sobre o por que da versão brasileira ter escolhido esse título ao invés da tradução literal. Li algumas críticas sobre o filme, que acabam por ilustrar a resposta das minhas perguntas. O título ‘Pecado da Carne’ se consolida a partir do momento que vemos o filme apenas pela ótica sexual vivida pelos protagonistas, a vida num ambiente hostil e de radicalismo religioso.
Mas um fato em todo o filme me chamou a atenção, um acontecimento fora do eixo principal da trama, o romance entre Sarah e Israel. Assim como Aaron e Ezri, ambos são proibidos de viver seu romance.
E por pensar que esse filme mostra mais do que o pecado da carne cometido, eu acredito que o melhor título fosse a sua tradução literal. Afinal manter os olhos bem abertos acaba por ser uma grande lição.

Mas e você? O que você optaria? Viver sua vontade individual? Ou viver a vontade do coletivo?… Ezri fez a sua escolha… Aaron fez a dele… Sarah não teve nenhuma escolha.

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O Doce Cheiro da Chuva

Existem muitas coisas que me fazem feliz no mundo, talvez a maior delas seja quando chove e logo após o sol se faz presente. E então o mundo num simples ato, colore-se.
Existe uma sinfonia própria aos meus ouvidos tamanha é demonstração de vida e de ‘recriação’. Eu sinto essa mudança em cada centimetro do meu corpo feito de carne e osso. É como se enfim eu fizesse parte de algo, da vida, do planeta. Me sinto conectado de um jeito simples. Sinto quando a terra chama a chuva em murmúrio lento. Ouço as cores que tomam conta do planeta após a chuva. Sinto o gosto de cada gota que cai sob na minha pele.
Esse jeito simbólico de ver o mundo me conserva momentos fiéis ao ver a chuva cair. Essa simplicidade que atua sobre a vida me torna por um momento Alberto Caeiro. Como que sem querer me permito brincar de heterônimos de outra Pessoa. 

*foto – Leco Vilela

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