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Nome da Coisa Posts

A Velha Senhora

Seus cabelos já grisalhos sacudiam no vento, enquanto desferia golpes de facão nos galhos da grande árvore.

Seu corpo de muito se assemelhava ao da grande árvore. Seu rosto marcado pelo tempo e os vincos largos que corriam o tronco. Os pés ásperos e cheio de fisuras e a raiz que docilmente invade a terra. As duas largas e fortes aparentavam agüentar o peso do mundo. Seus corpos cheios de espinhos para afasta os inimigos, mas com a seiva doce para nutrir seus filhos.

O ato da poda, pela senhora, beirava o genocídio. Tamanha era sua semelhança com a grande árvore.

E mesmo assim, repetidamente ela atingia os galhos com seu facão. Constantemente. Pouco a pouco os galhos caiam assim como o suor do seu rosto. As folhas dominavam o chão da velha senhora.

A poda, o corte, o suor, a senhora. Tudo, exatamente tudo, parte do mesmo esquema, do mesmo esboço de um menino.
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A Single Man – Direito de Amar

Sempre detestei as traduções de títulos para o português. Sempre pensei neles como nomes próprios que não devem ser alterados, mas no caso desse filme a tradução faz todo o sentido.
O primeiro filme de Tom Ford chegou às telas já como um prêmio no Festival de Veneza e uma fortíssima indicação ao Oscar 2010 de melhor ator. A estética, o corte, a moda, claro que tudo isso faz parte da visão desse diretor. Com um figurino impecável e uma estética geometricamente estudada o filme mostra detalhes sutis e simples da vida do personagem. 
A tela escura logo no inicio, música instrumental, um ótimo jeito pra se começar. E o filme roda, monocromático, pausado. Com o tempo e com a percepção de George, personagem central da trama, o mundo ganha cores fortes. Confesso que para um sinesteta como eu, é extremamente agradável ver manifestações claras dessas nuances se manifestando. É o cachorro que cheira a torrada com manteiga, a secretária que lembra um perfume. E de repente no meio do Banco aparece uma Alice, não que ela tenha esse nome, mas meninas loiras com roupas azuis são marcantes demais para mim.
A arma na mão, a toalha no chão, o destino incerto, um banho de mar, novos olhos. Tom Ford consegue carregar o espectador com delicadeza e fala sobre perdas, novos começos e estagnação. Concerteza um filme a ser assistido, ou melhor, a ser dedicado.
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Desabafos pós morte

Não sei bem qual é a dor de estar vivo. Sinto-a. Vivo. O movimento acaba por ser inerente a minha vontade, não se trata de seguir em frente. Segue-se para os lados, para cima e para baixo. Somos polivalentes. Plurais. Racionais. Talvez seja esse nosso eterno erro.
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As melhores coisas do mundo

É gente e falando de cinema brasileiro vamos a algo que sem dúvida nenhuma deu certo.

O Filme de Lais Bodanzky “As melhores coisas do mundo” trata com sutileza, clareza e honestidade a vida desses adolescentes paulistanos que não param de correr e recebem informações como torpedos de alguma armada gringa.

Uma família com seus dois filhos, os pais se separam e então vem a bomba. “Acho super normal o pai dos outros serem viados, mas meu pai ser boiola é foda!” frase de Mano, personagem principal da trama. A história gira em torno da vida pessoal e escolar de Mano, 15 anos. Fala sobre a invasão de privacidade adiquirida pela internet. Descobertas Sexuais. Verdades e Mentiras.

Sem dúvida um filme muito agradavel pra se assistir. Então não perca tempo e saia da cadeiro do seu computador direto pra cadeiro do Cinesesc lá na Augusta!
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Por favor mundo, para!

Tem sido difícil agüentar as pedras da vida, “largue todas” dizem os livros de auto-ajuda, mas onde eu fico se essas pedras rolarem? Serei eu fruto e reflexo das pedras que carrego? Medo que de repente eu descubra que adormeci no meio do percurso e quando acordei já estava em outro mundo. Mundo esse que massacra e pisa em sonhadores como eu, onde cabe meus delírios se aqui não se tem tempo pra sonhar. E se tempo é dinheiro por que não ganho  ele quando faço o que alimenta minha alma?
Como disse Kafka, ficaria mais do que feliz em encontrar qualquer coisa que me alimenta-se ao invés daquilo que hoje me nutri. Eu cairia de boca nessa janta colossal.
No meio de tantos As e Zs me sinto uma Alice perdida com as setas a brincar com as direções do meu destino. Se te peço algo é por que realmente preciso, me traga calma D’us, me deixa ficar em equilíbrio, me mostra a calma dos monges que morrem numa briga contra as frias armas de um exército chinês.
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