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Nome da Coisa Posts

Lembro de quando minha avó fazia mingau de chocolate pra mim, ela sempre dizia a mesma coisa “Cuidado que tá quente! Deixa esfriar se não da dor de barriga”.
Nunca achei que essa frase fosse tão real, não que eu sentisse a dor de barriga depois de devorar todo um prato de mingau com toda a minha ansiedade contida num corpo redondo de criança, mas essa “dor de barriga” foi algo que eu só aprendi com o tempo, mesmo que eu queimasse a língua toda vez que eu atacava um prato de mingau.

Mas então os anos passam, os pelos crescem e você faz justamente o contrário do que sua avó já falecida dizia, se joga de cabeça num prato de mingau e depois de um tempo você percebe o estrago e ai sim vem a dor de barriga.

Mesmo utilizando essa história no sentido figurado das coisas, tento aprender que “esperar o mingau esfriar” é um virtude e pode mesmo nos ajudar.

*Foto por Vaka – Abril/2009

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Bonne nuit

Passamos anos sem sair na noite paulista; e então saímos e assim descobrimos que mesmo tendo passados anos em menos de dois finais de semana você percebe e confirma o indiscutível, a inércia sempre vence.
Confesso que comecei cedo nessa vida e atualmente as pessoas começam cada vez mais cedo, mas numa cidade tão grande e diversificada como São Paulo vemos cópias de cópias e nada mais é original ou nem ao menos vintage. Concordo com o Alisson Gothz quando ele diz que as pessoas tem que se montar mais pra ir pra noite, tem que ir pra se divertir não pra se pegar, não é uma visão moralista não, muito pelo contrário é só uma maneira diferente de se divertir e de tentar sair da mesmice em que se encontra a noite paulista.
Não posso parar de pensar no começo da cena Clubber, em Party Monster, em Barrados no Baile, talvez seja um pouco de nostalgia da minha parte, talvez daqui a 10 anos eu fale que essa época foi ótima e tudo mais, mas é inegável que o tédio permeia as casas noturnas, é visível nos rostos das pessoas, mesmo quando estão drogadas é perceptível o tédio que emergi desses clubes.
Como consumidores devemos pedir coisas no mínimo criativas e ai entra o Projeto Luxúria que com seu Dresscode tem consegui no mínimo um público participativo.
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Revolução das Roupas Intimas

Não é uma questão de ativismo gay, não é uma questão de dar a cara a tapa, é algo bem mais simples, RESPEITO. Já me chamaram de heterofóbico por eu defender os direitos LGBT’s, por assistir filmes e ler livros que contam a nossa história pelo mundo.
Sou contra gays
machistas que não respeitam a feminilidade dos outros, sou contra gays e heteros que perseguem e são contra travestis ou transex, sou contra o sistema patriarcal onde o homem é opressor e a mulher é oprimida, quero sim revolução e gritos pela rua, quero ver uma parada gay com todos vestindo branco, sem bexigas, sem cor, não por normalização, mas só pra mostrar a todos que somos mais do que a maior parada gay no mundo, EXIGIMOS NOSSOS DIREITOS! Não quero ver pessoas usando suas roupas coloridas e brigando por um só dia e depois voltando pra suas gravatas e passando o resto do ano escondidos, como suas roupas intimas por baixo de tantas roupas.
Não sou ativista, sou cidadão, sou ser humano e luto pelos meus direitos, prefiro ser eu do que ser o que as pessoas esperam que eu seja. Faça um favor a si mesmo, nesse novo ano, ande de mão dada com o seu/sua parceiro(a), você é livre pra isso, então faça!
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As coisas andam rápido nesse mundo não? Podia jurar que ontem era 2008 e acordo hoje com a notícia de que amanhã é 2010? Como faz?
Enfim, esse ano sem dúvida teve enormes reviravoltas, foi um ano pra se aprender sem dúvida e que venha 2010 e junto com ele meu último semestre do Macunaima, meus novos períodos na faculdade, muitas peças, novos trabalhos, enfim a correria de sempre que eu tanto reclamo, mas que me faz feliz no fim das contas.

O Processo de “Toda Nudez Será Castigada”, com direção de Zédu Neves, foi muito bem recepicionado pelo público, tivemos comentários positivos. Particularmente foi um processo que me cativou e foi uma ótima experiência profissional, aprendi muito e espero aprender sempre. Pra quem está curioso clique no link e veja as fotos.

[http://lecovilela.multiply.com]


*Foto por Matheus Melo Chaves

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O Rio de Janeiro continua…

Tem pouco tempo que voltei do Rio de Janeiro e sem esforço me pego a pensar sobre a violência e a força do crime existente naquela cidade.

Eu não fui assaltado nos 3 dias que passei lá, mas foram 3 dias atento e apreensivo. Na minha última noite no Rio, no ónibus à caminho da rodoviário o motorista dirigia rápido e só parava em pontos com mais de uma pessoa, por cautela certeza… Imagino quantas vezes eles não foram assaltados.
Observei muito a vida do carioca e o ritmo da cidade no tempo em que fiquei por lá, sem dúvida acima da violência, o que deixa o crime mais
forte é o mito da violência. Você vai ao Rio de Janeiro sabendo que pode ser assaltado, mesmo antes de chegar lá. Você chega lá e fica sabendo de pessoas que já perderam mais do que objetos caros, tudo isso contribui para um estado de alerta, um estado de sitio, onde o medo domina cada membro da sociedade, até mesmo o pobre. Definitivamente os comunistas presos em presídios comuns durante a ditadura, ensinaram mas do que estratégia de organização, ensinaram a pensar e ensinaram que o terror psicológico é de longe maior do que a violência fisíca.
Hoje o crime domina a cidade maravilhosa, e por mais real que essa situação seja não posso deixar de pensar em Gothancity, cidade defendida pelo cavaleiro mascarado e o quanto ele luta pra limpar a cidade do crime.
O Rio precisa mais do que um Homem Morcego, o Brasil precisa mais do que um super herói, precisa de pessoas ativas, precisa de coragem, precisa de limpeza, precisa de consciência. As mudanças começam por você e ao seu redor.

*Foto por Leco Vilela

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