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Nome da Coisa Posts

Como estragar um filme ‘Do começo ao fim’

Um filme com um tema central forte, trás atona a relação incestuosa de dois irmãos, filhos de pais diferentes mas da mesma mãe.
Com participação de Julia Lemmertz e direção de Aluizio Abranches, “Do começo ao fim” que tinha tudo pra ser um dos maiores filmes do ano no cenário brasileiro, acabou se tornando sem dúvida nenhuma um dos maiores fracassos desse segmento.
Acho que todos aqui acompanharam o BOOM de links do youtube passando o trailler da relação de incesto entre esses dois irmãos, a assim com eu muitos ficaram intrigados e ansiosos para assistir o tal filme. Confesso que demorei à assistir esse filme, pois a crítica foi bem afiado com relação a ele e agora entendo por que. Com erros de continuidade, roteiro e direção bem visíveis a qualquer um, inclusive os mais leigos com relação a sétima arte, o filme que tanto prometia foi desmoronado logo nos primeiros 10 minutos de filme. Com imagens de nudez gratuita apelando para um interpretação mais etéria do que seria essa relação proibida, as imagens acabam por não comportar a intenção principal.

É de base pra todos que estudam a função dramática que pra se existir uma história é necessário um conflito principal, e era de se esperar no mínimo que esse conflito fosse a relação desses irmãos e não o fato de um deles ir pra Rússia. A impressão que temos como espectadores é que o filme não passa de um curta que foi prolongado para executar suas 1h30 de existência. Um dos detalhes mais engraçados e sórdidos é o fato dos pais e o micro organismo social que envolve essa relação não dar a mínima pro fato de serem dois irmãos numa relação sexual, longe de mim ser moralista mas entendo o processo de catarse dos personagens e realmente era necessário um conflito desse tipo pra ai sim Francisco poder correr atrás de seu irmão e amor Thomás na Rússia.

Ficamos então a espera de novas coisas, novos personagens, novos diretores, que tenham no minimo o culhão necessário pra se fazer um filme decente e que realmente merece um tema como esse, esperamos também que assim como esse filme que teve a coragem de existir que muitos outros com assuntos mais polemicos até se desenvolvam em terras brasileiras.
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Lembro de quando minha avó fazia mingau de chocolate pra mim, ela sempre dizia a mesma coisa “Cuidado que tá quente! Deixa esfriar se não da dor de barriga”.
Nunca achei que essa frase fosse tão real, não que eu sentisse a dor de barriga depois de devorar todo um prato de mingau com toda a minha ansiedade contida num corpo redondo de criança, mas essa “dor de barriga” foi algo que eu só aprendi com o tempo, mesmo que eu queimasse a língua toda vez que eu atacava um prato de mingau.

Mas então os anos passam, os pelos crescem e você faz justamente o contrário do que sua avó já falecida dizia, se joga de cabeça num prato de mingau e depois de um tempo você percebe o estrago e ai sim vem a dor de barriga.

Mesmo utilizando essa história no sentido figurado das coisas, tento aprender que “esperar o mingau esfriar” é um virtude e pode mesmo nos ajudar.

*Foto por Vaka – Abril/2009

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Bonne nuit

Passamos anos sem sair na noite paulista; e então saímos e assim descobrimos que mesmo tendo passados anos em menos de dois finais de semana você percebe e confirma o indiscutível, a inércia sempre vence.
Confesso que comecei cedo nessa vida e atualmente as pessoas começam cada vez mais cedo, mas numa cidade tão grande e diversificada como São Paulo vemos cópias de cópias e nada mais é original ou nem ao menos vintage. Concordo com o Alisson Gothz quando ele diz que as pessoas tem que se montar mais pra ir pra noite, tem que ir pra se divertir não pra se pegar, não é uma visão moralista não, muito pelo contrário é só uma maneira diferente de se divertir e de tentar sair da mesmice em que se encontra a noite paulista.
Não posso parar de pensar no começo da cena Clubber, em Party Monster, em Barrados no Baile, talvez seja um pouco de nostalgia da minha parte, talvez daqui a 10 anos eu fale que essa época foi ótima e tudo mais, mas é inegável que o tédio permeia as casas noturnas, é visível nos rostos das pessoas, mesmo quando estão drogadas é perceptível o tédio que emergi desses clubes.
Como consumidores devemos pedir coisas no mínimo criativas e ai entra o Projeto Luxúria que com seu Dresscode tem consegui no mínimo um público participativo.
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Revolução das Roupas Intimas

Não é uma questão de ativismo gay, não é uma questão de dar a cara a tapa, é algo bem mais simples, RESPEITO. Já me chamaram de heterofóbico por eu defender os direitos LGBT’s, por assistir filmes e ler livros que contam a nossa história pelo mundo.
Sou contra gays
machistas que não respeitam a feminilidade dos outros, sou contra gays e heteros que perseguem e são contra travestis ou transex, sou contra o sistema patriarcal onde o homem é opressor e a mulher é oprimida, quero sim revolução e gritos pela rua, quero ver uma parada gay com todos vestindo branco, sem bexigas, sem cor, não por normalização, mas só pra mostrar a todos que somos mais do que a maior parada gay no mundo, EXIGIMOS NOSSOS DIREITOS! Não quero ver pessoas usando suas roupas coloridas e brigando por um só dia e depois voltando pra suas gravatas e passando o resto do ano escondidos, como suas roupas intimas por baixo de tantas roupas.
Não sou ativista, sou cidadão, sou ser humano e luto pelos meus direitos, prefiro ser eu do que ser o que as pessoas esperam que eu seja. Faça um favor a si mesmo, nesse novo ano, ande de mão dada com o seu/sua parceiro(a), você é livre pra isso, então faça!
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As coisas andam rápido nesse mundo não? Podia jurar que ontem era 2008 e acordo hoje com a notícia de que amanhã é 2010? Como faz?
Enfim, esse ano sem dúvida teve enormes reviravoltas, foi um ano pra se aprender sem dúvida e que venha 2010 e junto com ele meu último semestre do Macunaima, meus novos períodos na faculdade, muitas peças, novos trabalhos, enfim a correria de sempre que eu tanto reclamo, mas que me faz feliz no fim das contas.

O Processo de “Toda Nudez Será Castigada”, com direção de Zédu Neves, foi muito bem recepicionado pelo público, tivemos comentários positivos. Particularmente foi um processo que me cativou e foi uma ótima experiência profissional, aprendi muito e espero aprender sempre. Pra quem está curioso clique no link e veja as fotos.

[http://lecovilela.multiply.com]


*Foto por Matheus Melo Chaves

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