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Nome da Coisa Posts

Revolução das Roupas Intimas

Não é uma questão de ativismo gay, não é uma questão de dar a cara a tapa, é algo bem mais simples, RESPEITO. Já me chamaram de heterofóbico por eu defender os direitos LGBT’s, por assistir filmes e ler livros que contam a nossa história pelo mundo.
Sou contra gays
machistas que não respeitam a feminilidade dos outros, sou contra gays e heteros que perseguem e são contra travestis ou transex, sou contra o sistema patriarcal onde o homem é opressor e a mulher é oprimida, quero sim revolução e gritos pela rua, quero ver uma parada gay com todos vestindo branco, sem bexigas, sem cor, não por normalização, mas só pra mostrar a todos que somos mais do que a maior parada gay no mundo, EXIGIMOS NOSSOS DIREITOS! Não quero ver pessoas usando suas roupas coloridas e brigando por um só dia e depois voltando pra suas gravatas e passando o resto do ano escondidos, como suas roupas intimas por baixo de tantas roupas.
Não sou ativista, sou cidadão, sou ser humano e luto pelos meus direitos, prefiro ser eu do que ser o que as pessoas esperam que eu seja. Faça um favor a si mesmo, nesse novo ano, ande de mão dada com o seu/sua parceiro(a), você é livre pra isso, então faça!
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As coisas andam rápido nesse mundo não? Podia jurar que ontem era 2008 e acordo hoje com a notícia de que amanhã é 2010? Como faz?
Enfim, esse ano sem dúvida teve enormes reviravoltas, foi um ano pra se aprender sem dúvida e que venha 2010 e junto com ele meu último semestre do Macunaima, meus novos períodos na faculdade, muitas peças, novos trabalhos, enfim a correria de sempre que eu tanto reclamo, mas que me faz feliz no fim das contas.

O Processo de “Toda Nudez Será Castigada”, com direção de Zédu Neves, foi muito bem recepicionado pelo público, tivemos comentários positivos. Particularmente foi um processo que me cativou e foi uma ótima experiência profissional, aprendi muito e espero aprender sempre. Pra quem está curioso clique no link e veja as fotos.

[http://lecovilela.multiply.com]


*Foto por Matheus Melo Chaves

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O Rio de Janeiro continua…

Tem pouco tempo que voltei do Rio de Janeiro e sem esforço me pego a pensar sobre a violência e a força do crime existente naquela cidade.

Eu não fui assaltado nos 3 dias que passei lá, mas foram 3 dias atento e apreensivo. Na minha última noite no Rio, no ónibus à caminho da rodoviário o motorista dirigia rápido e só parava em pontos com mais de uma pessoa, por cautela certeza… Imagino quantas vezes eles não foram assaltados.
Observei muito a vida do carioca e o ritmo da cidade no tempo em que fiquei por lá, sem dúvida acima da violência, o que deixa o crime mais
forte é o mito da violência. Você vai ao Rio de Janeiro sabendo que pode ser assaltado, mesmo antes de chegar lá. Você chega lá e fica sabendo de pessoas que já perderam mais do que objetos caros, tudo isso contribui para um estado de alerta, um estado de sitio, onde o medo domina cada membro da sociedade, até mesmo o pobre. Definitivamente os comunistas presos em presídios comuns durante a ditadura, ensinaram mas do que estratégia de organização, ensinaram a pensar e ensinaram que o terror psicológico é de longe maior do que a violência fisíca.
Hoje o crime domina a cidade maravilhosa, e por mais real que essa situação seja não posso deixar de pensar em Gothancity, cidade defendida pelo cavaleiro mascarado e o quanto ele luta pra limpar a cidade do crime.
O Rio precisa mais do que um Homem Morcego, o Brasil precisa mais do que um super herói, precisa de pessoas ativas, precisa de coragem, precisa de limpeza, precisa de consciência. As mudanças começam por você e ao seu redor.

*Foto por Leco Vilela

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Pesto

Ando com tanta fome nesses últimos dias, uma larica sem fim, no fim das contas. Fome de tudo, fome de mundo. É como se de repente eu tivesse me dado conta de quão grande é o mundo e de quão pequeno sou eu, e nessa imensidão de mundo, não me sinto perdido, mas sinto fome, fome disso, sede disso. Quero comer tudo de garfo e faca, de colher, de mão. Tenho fome isso é fato e eu quero comer o mundo inteiro e dane-se a indigestão do dia seguinte, nada que um engov não resolva, ou eu boto pra fora, visceral talvez, mas real, sem dúvida real, a fome é real, é mais que suposição, que abstração, é real.

Será que alguém pode me ver um pedaço de mundo ao molho pesto? Porque se ninguém puder, não tem problema… Eu mesmo faço, nunca tive medo de mão na massa, não vai ser agora que eu to com fome que vou me fazer rogado, eu quero a poeira, eu quero a estrada, eu quero a vida que eu deixei fugir por todos esses anos, to aqui vivo, de peito aberto e saiba que se tu – vida – não vens, vou eu!

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Subway

… É! São Paulo sempre surpreende, sempre tem das suas, o transporte público então, com suas desgraças, onde o vagão do mêtro parece uma lata de sardinha que se abre a cada estação… muitas vezes melhora o meu dia.

“Hoje é sexta-feira dia 30 de Outubro de 2009, são exatamente 7h42 e nesse horário já fiz muitas coisas, o mêtro está parado o que me dá mais tempos para essa resenha.
Bom, hoje acordei cedo pois as 6h44 chegava à São Paulo um pedaço do Rio de Janeiro, no caminho para a rodoviária, prensado entre corpos na lotação que me leva até a estação tucuruvi do mêtro, começa a tocar uma música do Jack Johson e o senhor atrás de mim começa a rebolar ao ritmo da música, com sua bunda ligeiramente grande – irresistível não se deixar rir da situação, “coisas de cidade grande” , vai saber?.
Depois de encontrar meu pedaço do Rio, sigo para a faculdade. No mêtro em pé diante de mim, um casal de [d]eficientes mentais se beijam, brincam de cocegas, sentam no colo um do outro, sem o mínimo de puder de serem felizes, sem querer me pego a sorrir descaradamente e achando graça me senti parte dessa grande metrópole que por mais cinza, cimentada e com um mêtro com sérios problemas, pois parou novamente, bate e circula quente como um coração.
São Paulo pode sim ser a terra da garoa, do trem das onze, mas é muito mais que isso, que cimento, é mais carne, é vida, é amor em meio de tanta correria.”

Atenciosamente,
Leco Vilela
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