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Nome da Coisa Posts

Delirium

Ali sentada na poltrona estava ela, com suas longas pernas, lisa era a pele dela, seda pura diziam. Lábios torneados e cortantes, destilavam injurias e devaneios. Ali estava ela sentada na poltrona, seus cabelo se enrolavam numa montanha russa de cachos, seus seios apontavam pra frente e seu ombro suava, mas a essa altura tudo já tinha acabado, o suor já tinha cessado e o copo estava caído no chão.

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Sorriso

movimento sub-cutâneo de ações incoerentes difundidas num certo espaço de tempo, determinado pela constante de energia gasta em cada trabalho, em cada músculo…
*Foto por Leco Vilela
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Ensaio sobre Saramago


Falar de intolerância é praticamente escovar os dentes, faz parte da minha vida diária…

Ultimamente tenho andado calado, observando algumas coisas. Isso tem sido válido, me da tempo pra pensar com calma nas coisas que acontecem e como eu lido com elas. É alarmante perceber que muitas vezes quando se luta contra esse sociedade heteronormativa e antropocêntrica, você cai no gosto e escorrega no mesmo erro que eles, acaba se fechando parcialmente pra opiniões que divergem das suas, e é ai que mora – O Perigo. Ainda bem que ainda existe um ser velhinho que não desistiu do mundo, e que bom é acordar e ler seu blog sem pretensão intelectual nenhuma, ler só por ler, por gostar, por compartilhar o animo de um certo José Saramago. Mas assim seguimos aprendendo. Então fica assim, quanto mais certeza você tiver de uma coisa, mais dúvide, se questione, não tenha medo de renovar seu conceitos, suas idéias; e sempre esteja aberto pra outros pontos de vistas, por que depois de um longo tempo de cegueira abrir os olhos dói, mas é uma delicia ver as cores de novo.
*Foto por Dhandara.
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Crises

Crises, financeiras, emocionais, psicoterápicas, existenciais, com o cabelo, de moda, dos 30, dos 40, dos 60, estéricas, de rinite, bronquite, ite, ite, ite… Crises de identidade, de energia, arquitetonicas, de temperatura, asmáticas, de criatividade, dramática, dramatúrgicas, de memória, de um relacionamento… Crises infinitas que se múltiplicam no vacoo e são transmitidas a todos nós…

… Escrever por si só já é um ato de crise, não que ler não seja é claro.

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nem por falta, nem por exesso

As vezes me pego a pensar em trivialidades da vida, algo que envolve uma foca e fogos de artifício. Eu sempre fui mutante, mutável, o fato é que independente disse eu vejo as coisas mudarem em passos lentos. Tento ser sincero, mas hoje não sei mais se é isso que quero, hoje busco a pausa no meio de tanto barulho, talvez seja uma maneira de ficar em paz, de respirar afinal.

* Foto por Leco Vilela

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