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Domingo

Last updated on 20 de outubro de 2016

Neste domingo eu acordei mais cedo, um horário normal para os dias da semana que correm, mas cedo para um domingo quieto.

Sentei no sofá e como de costume, tomei meu café agarrado nas minhas próprias pernas, como um contorcionista a brincar de nó humano, salvo as devidas proporções, é claro! 

Café tomado, eu precisava sair do meu nó, a inquietude pairava sobre mim e me mostrava a rua, eu precisava ver a rua, ver o céu além da estrutura da janela de minha sala.

Troquei-me de pressa como de um salto, desci o elevador e peguei minha bicicleta em meio aos motores sedentos de petróleo. Sai pedalando forte pela rua vazia de uma São Paulo que ainda dormia. O vento forte vinha de encontro ao meu peito me causando arrepio e me deixando vivo.

Andei, corri e até voei. E nesse devaneio real, cheguei ao parque, passei entre ciclistas e pedestres, ouvi um jazz bem tocado, deitei na grama ensolarada e cochilei deitado entre folhas caídas de outono. Tirei fotos com os pássaros e pensei, pensei nessa vida que corre pelas ruas de São Paulo.

Vivi até chegar à hora de mais um ensaio. Sai de um sonho findado em realidade para a realidade de fazer sonhos. E no fim das contas, era só mais um domingo.

2 Comments

  1. Domingo muito bonito o seu.

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